Mas a bola bateu na trave

•Quinta-feira, 5/11/2009 - 00:59 • Deixe um comentário

Por JOSÉ ROBERTO TORERO (Coluna da Folha de São Paulo, dia 03/11)

Por apenas um detalhe, time perde a chance de ser campeão do mundo e pode ir parar na Série B do Brasileiro

CÉLEBRE LEITORA, selebre leitor, a vida é cheia de ‘’ses”.

Se Olavo não tivesse tomado o ônibus errado, não teria conhecido Maria Clara, com quem está casado há 40 anos. Se Maurício não tivesse comprado um par de havaianas, teria dinheiro para comprar aquele bilhete de loteria e estaria rico. Se Romualdo tivesse pedido sopa em vez de camarão frito, não teria engasgado e morrido em Florianópolis. E se eu não tivesse, na última hora, mudado dois chutes em meu vestibular para jornalismo, você não estaria lendo esta coluna.

Um detalhe pode mudar tudo. E foi o que aconteceu no dia 11 de maio deste ano. Sport e Palmeiras se enfrentavam pelas oitavas de final da Libertadores, 48min do segundo tempo. O time de Pernambuco está vencendo por 1 a 0. Se ficar assim, a partida irá para os pênaltis. É quando Ciro, um promissor jogador, então com 19 anos, manda um foguete. A bola tem endereço certo. Vai entrar no cantinho. Mas Marcos espalma de leve e a bola bate na trave.

Se a bola tivesse entrado, o time pernambucano teria ido para as quartas de final, onde enfrentaria o modesto Nacional, do Uruguai (que, por erros de Luxemburgo no primeiro jogo, eliminou o Palmeiras).

Mas a bola bateu na trave.

Nas cobranças de pênaltis, Marcos fez três defesas e o Sport foi desclassificado. Poderia ter sido apenas um tropeço. Mas foi um tropeço à beira do abismo.

O rubro-negro estava numa fase perfeita. Em 2008, conquistara a Copa do Brasil sobre o Corinthians e acabara de ganhar os dois turnos do estadual, sagrando-se tetracampeão sem nem precisar disputar a final. Ciro, por sua vez, aparecia nas manchetes de jornais como cogitado por vários clubes do sul.

Mas a bola bateu na trave.

Na partida seguinte, pelo Brasileiro, o Sport perdeu para o Vitória por 1 a 0. Depois, em casa, foi derrotado pelo Atlético-MG por 3 a 2. Logo Nelsinho Batista pediria demissão, Ciro iria para a reserva e o clube começaria a frequentar os últimos lugares da tabela. Emerson Leão foi chamado e, logo na estreia, o time venceu o Flamengo por 4 a 2. Porém, era fogo de palha. Em pouco tempo, Leão seria dispensado, Levi Gomes assumiria o clube interinamente e chamariam Péricles Chamusca. Nada adiantaria.

Ontem, menos de seis meses depois daquela bola na trave, o Sport perdeu para o Náutico (com nove jogadores que estavam na partida contra o Palmeiras). Um chute de longe do veterano Irênio bateu num montinho e enganou Magrão, selando a derrota. O Sport é o último colocado no Brasileiro. A cinco rodadas do final, as chances de escapar da Série B são mínimas. Só fanáticos e matemáticos têm alguma esperança.

O clube, que voltou a disputar a primeira divisão em 2007, ao ser vice da Série B, atrás do Atlético, deve retornar à segunda divisão, onde tinha ficado por cinco longos anos.

Se a bola tivesse entrado, ele teria passado para a fase seguinte da Libertadores, a crise não teria se instalado, Nelsinho Batista provavelmente continuaria seu trabalho, a equipe teria feito um Brasileiro mais estável, Ciro conseguiria se firmar e, quem sabe?, o time poderia ser campeão continental.

Mas a bola bateu na trave.

Giro pela Europa

•Terça-feira, 3/11/2009 - 01:25 • Deixe um comentário

Os campeonatos nacionais da Europa seguem a mil. Foram deixados um pouco de lado, é verdade, por conta das Ligas da UEFA, porém seguem empolgando.

Na Itália, a Inter já disparou na liderança com os seus 28 pontos, sete a mais que a segunda colocada Juve.

Ainda é cedo para apontar o campeão, mas a equipe milanesa caminha a passos largos rumo ao penta, visto que conquistou todos os pontos dos últimos cinco jogos.

Outro time que vem brilhando é o Napoli. Sou suspeito para falar da agremiação de Campânia, mas o fato é que ganhou três das quatro últimas partidas e está sem perder desde a sexta rodada. Os dois recentes duelos, contra Milan e Juventus,  foram sensacionais. O eslovaco Hamsik, um dos artilheiros do Calcio com 8 gols, é do Azurri.

Em Portugal, quem vem surpreendendo é o Braga. Com 25 pontos, lidera de maneira invicta a Liga Sagres. No sábado tirou a invencibilidade do Benfica, ao vencê-lo por 2 a 0.

Desta forma o Sporting de Braga abriu três pontos para o Benfica e cinco para o Porto, hoje terceiro colocado. Estes três clubes são os que realmente lutam pelo nacional. Apesar de simpatizar pelos encarnados, gostaria de ver os bracarenses conquistarem esta temporada do Português.

Continuando na península ibérica, agora na Espanha. Lá o Barcelona ainda não perdeu, mas é seguido de perto pelo Real (23×22).

O Atlético de Madrid segue decepcionando. Se o campeonato terminasse hoje, estaria rebaixado. Não dá para entender a campanha pífia de um time que tem Forlán, Agüero, Maxi Rodríguez e Simão Sabrosa.

Na Terra da Rainha, o Chelsea, primeiro com 27, vai muito bem e terá na próxima rodada a chance de ir melhor, quando receberá o vice Manchester United (25).

Finalmente na Alemanha, onde ocorre o campeonato mais disputado de todos, parecidíssimo com o Brasileirão. Para se ter uma ideia, o quinto colocado Hoffenhein (20) pode, através de uma combinação de resultados, assumir o lugar do atual líder Bayer Leverkusen (23).

O equilíbrio não é só grande na parte de cima da tabela. O Borussia Mönchengladbach, que ocupa a 12ª posição, tem chance de dormir a próxima rodada no Z-3.

Náutico vive

•Domingo, 1/11/2009 - 20:42 • 1 Comentário

Em plena véspera do dia de finados, havia certeza de que um dos centenários rivais iria a óbito.

Não haveria lugar mais sugestivo para essa disputa que o estádio dos Aflitos.

O Clássico dos Clássicos fez jus ao nome e começou intenso.

Logo aos 4, Bruno Mineiro jogou o Sport para a tumba.

Três minutos depois, Vandinho, em posição irregular, trata de puxar o Náutico para a cova.

Ainda no primeiro tempo, Carlinhos Bala, com um golaço, ressuscita o Timbu.

No começo da segunda etapa o Sport foi absoluto. Tentou de todas as maneiras empatar o jogo, tendo inclusive um pênalti não marcado em cima de Wilson.

Este mesmo Wilson, aos 16 minutos, empatou e deu ao Leão sobrevida.

Mas, dois minutos depois, Irênio tratou de colocar a pá de terra final no caixão rubronegro e fazer o Náutico seguir firme na luta contra o rebaixamento.

O Sport não morreu hoje. Morreu há um certo tempo. Dava prenúncio de seu falecimento quando chamou Emerson Leão para assumi-lo.

Todo o prestígio adquirido com a conquista da Copa do Brasil foi, lamentavelmente, embora.

A política brasileira nua e crua

•Quarta-feira, 28/10/2009 - 19:36 • Deixe um comentário

Senador Heráclito Fortes, do DEM-PI, chama o também senador Eduardo Suplicy, do PT-SP, de “corno”.

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Prefeito de Monte Castelo-SP, Odair Sillis, recebe propina de um construtor.

Uma década do bumbum

•Domingo, 25/10/2009 - 12:32 • Deixe um comentário

Por Cassio Zirpoli

Há exatos 10 anos, o Sport conquistava o Campeonato Pernambucano feminino de futebol com uma vitória por 1 x 0 sobre o Santa Cruz, na Ilha do Retiro. Uma competição pioneira, e que teve um desfecho incrível.

O gol da vitória foi marcado por Jô, que entrou na área driblando todo mundo. Na hora de empurrar par ao gol, a atacante usou o bumbum. Um lance antológico, que circulou em canais no mundo todo, até mesmo na CNN norte-americana.

Confira no vídeo abaixo o go, que foi inspirado em Scheila Carvalho, ex-dançarina do grupo “É o tchan”. Jô acabou expulsa após o lance…